Disputa entre os partidos Liberal e Conservador, entre homens, por caminhos diferentes.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
“Para alcançar a Freguesia do Bom Jardim de Minas, tem a estrada que passar pelo Boqueirão da Mira que...” outrora existia um enorme poço de uns cem metros de circunferência e cinqüenta de profundidade, formado pelas águas do ribeirão Pirapetinga, cujas bordas eram todas de imensas massas de granito que perpendicularmente formavam as paredes que continham as águas como encadeadas. Por um cataclismo ou revolução da natureza, abriu-se a rocha do alto a baixo, de uma altura não inferior a cinqüenta metros, para dar passagem às águas represadas e assim formar uma bela e grandiosa obra da natureza que se chama Boqueirão, a qual por uma estrutura natural com suas paredes de rochedos alcantilados e de uma altura superior a cinqüenta metros,parece destinado a ser um dia uma das mais seguras prisões do Estado”.[1]
[1] “Dicionário Geográfico” Moreira Pinto. Imprensa Oficial- Rio de Janeiro 1889
[1] “Dicionário Geográfico” Moreira Pinto. Imprensa Oficial- Rio de Janeiro 1889
Manoel Pereira da Silva Júnior
É casado com d. Inácia Maria da Silva Pereira, cujo consórcio há muitos filhos, maiores e menores.
Pereira é um homem empreendedor e de vontade de ferro.
Baixo, corpulento, de cinquenta e poucos anos, usa duas longas suíças que lhe caíam pelo rosto, já embranquecidas, dando-lhe um aspecto senhorial.
É sempre visto a cavalo pelas estradas, cobrindo-se ao sol com um guarda sol roxo.
Viaja só, por toda Província, não leva consigo nenhum pajem, como é de costume à gente abastada. É um homem do povo, grandemente benquisto.
Mal grado o espírito nacionalista inundara os corações brasileiros, desde 1822, estabelecendo uma linha divisória entre estes e os portugueses; Pereira era estimado pelos brasileiros deixando à parte o jacobinismo, cedendo amizade a Pereira pelos dotes de coração que este possuía.
Empolgado pela idéia de abrir estradas, medida que vinha trazer ao vale do rio Preto inestimáveis benefícios, acompanha, com vivo interesse, todas as iniciativas a respeito.
Já se foram aqueles tempos que os governadores de Minas procuravam estabelecer barreiras naturais para evitar o extravio do ouro, tendo como auxiliar, a bruteza dos matos e asperezas das serras, acautelando bem o fisco insaciável.
Pereira segue a Ouro Preto e oferece ao Governo da Província seus serviços para que se construa a estrada idealizada, ligando Conservatória a Bom Jardim de Minas, obrigando-se a fazer às suas custas uma ponte sobre o rio Preto, nas proximidades de sua fazenda - Piratininga.
Com tal proposta recebe a autorização de construir pelos cofres públicos da Província, uma estrada que partisse da fazenda de Pirapetinga fosse à Freguesia de Bom Jardim, com quatro léguas de extensão.
Pereira é um homem empreendedor e de vontade de ferro.
Baixo, corpulento, de cinquenta e poucos anos, usa duas longas suíças que lhe caíam pelo rosto, já embranquecidas, dando-lhe um aspecto senhorial.
É sempre visto a cavalo pelas estradas, cobrindo-se ao sol com um guarda sol roxo.
Viaja só, por toda Província, não leva consigo nenhum pajem, como é de costume à gente abastada. É um homem do povo, grandemente benquisto.
Mal grado o espírito nacionalista inundara os corações brasileiros, desde 1822, estabelecendo uma linha divisória entre estes e os portugueses; Pereira era estimado pelos brasileiros deixando à parte o jacobinismo, cedendo amizade a Pereira pelos dotes de coração que este possuía.
Empolgado pela idéia de abrir estradas, medida que vinha trazer ao vale do rio Preto inestimáveis benefícios, acompanha, com vivo interesse, todas as iniciativas a respeito.
Já se foram aqueles tempos que os governadores de Minas procuravam estabelecer barreiras naturais para evitar o extravio do ouro, tendo como auxiliar, a bruteza dos matos e asperezas das serras, acautelando bem o fisco insaciável.
Pereira segue a Ouro Preto e oferece ao Governo da Província seus serviços para que se construa a estrada idealizada, ligando Conservatória a Bom Jardim de Minas, obrigando-se a fazer às suas custas uma ponte sobre o rio Preto, nas proximidades de sua fazenda - Piratininga.
Com tal proposta recebe a autorização de construir pelos cofres públicos da Província, uma estrada que partisse da fazenda de Pirapetinga fosse à Freguesia de Bom Jardim, com quatro léguas de extensão.
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